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20 setembro 2011

O "stent" ajuda , mas nem tanto...

Os stents que são colocados nas artérias do cérebro para prevenir o risco de um AVC ( acidente vascular cerebral , conhecido na linguagem popular por " derrame " ) também fazem aumentar esse mesmo risco.  Nos revela um estudo que está sendo realizado nos Estados Unidos.

O stent é um dispositivo mecânico que se utiliza nas artérias coronárias para dilatá-las e prevenir a aparição ou a repetição de um infarto por obstrução sanguínea.
Há seis anos a autoridade americana de controle dos medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou em caráter excepcional um promissor dispositivo, denominado Wingspan, também destinado a prevenir derrames no cérebro.

O pequeno aparelho foi implantado em milhares de pacientes, mas um estudo publicado nesta quarta-feira na revista especializada New England Journal of Medicine revela que os ataques e mortes registrados nesse grupo de pessoas são mais frequentes que entre os pacientes de risco não tratados com o dispositivo.

O estudo foi patrocinado pelo Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos onde foram analisados a evolção em cerca de 451 pacientes chegou-se a conclusão que a taxa de um ataque ou de morte nos primeiros 30 dias era de 14,7 % entre os pacientes com stents em relação ao índice de 5,8 % dos tratados exclusivamente com  remédios.

11 fevereiro 2011

Medicamento "à base de cury" pode ajudar na recuperação do cérebro pós AVC.

WASHINGTON (AFP) - Testes realizados com cobaias animais sugerem que um novo medicamento híbrido, fabricado em parte com curry, pode ajudar a regenerar os neurônios depois de um acidente vascular cerebral (AVC), indicaram pesquisadores americanos nesta quinta-feira.
O composto molecular do curry contém curcumina, um pigmento natural de cor amarela extraído do açafrão (Curcuma longa ou açafrão-da-terra) muito popular no sudeste asiático e no Oriente Médio.
Testes em humanos com o medicamento, que restaura as ligações que alimentam os neurônios, poderão ter início em breve, de acordo com o cientista Paul Lapchak, do conceituado centro médico Cedars-Sinai.
A nova droga não ataca os coágulos que provocam o AVC, mas, quando administrada durante uma hora EM coelhos (que seria equivalente a três horas para humanos), "reduziu os 'déficits motores' - problemas musculares e de coordenação motora - provocados pelo derrame", segundo o estudo.
O composto híbrido, chamado de CNB-001, "atravessa a barreira hematoencefálica, é rapidamente distribuído no cérebro e regula uma série de mecanismos cruciais envolvidos na sobrevivência dos neurônios", explica Lapchak.
O especialista apresentou suas conclusões no Congresso sobre Acidentes Vasculares Cerebrais da Associação Internacional do Coração.
Lapchak destaca que o tempero em si não apresenta os benefícios do medicamento, uma vez que não é bem absorvido pelo organismo e não é capaz de atingir seu objetivo em altas concentrações.
Além disso, sua entrada no cérebro é naturalmente bloqueada pelo mecanismo de proteção conhecido como barreira hematoencefálica, que filtra as substâncias que chegam ao sistema nervoso central através da corrente sanguínea.
Conhecido como ativador do plasminogênio tecidual (tPA), a substância é injetada diretamente na veia para dissolver coágulos e restituir o fluxo sanguíneo.
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